Políticas Editoriais

Foco e Escopo

O periódico Tradução em Revista, vinculado à área de Estudos da Tradução da PUC-Rio, acolhe contribuições originais e inéditas em português, inglês, francês e espanhol sobre temas relacionados aos Estudos da Tradução e da Interpretação e suas interfaces, além de artigos traduzidos, resenhas de traduções e entrevistas com profissionais e pesquisadores que atuem nesses campos e áreas afins. Os artigos devem ter 8.000 palavras no máximo, e as resenhas, 1.500 palavras no máximo.

A revista publica números e dossiês temáticos, muitos deles organizados a convite por professores de instituições parceiras no Brasil e no exterior, assim como edições não temáticas.

São aceitas contribuições de autoria individual de doutores, doutorandos e mestres, e no caso de mestrandos, graduados e graduandos, necessariamente em coautoria com pesquisadores doutores.

Os artigos aprovados são publicados gratuitamente.

 
 
 
 

 

Políticas de Seção

Artigos

Política padrão de seção

Verificado Submissões abertas Verificado Indexado Verificado Avaliado pelos pares

Resenhas

Verificado Submissões abertas Verificado Indexado Verificado Avaliado pelos pares

Entrevistas

Verificado Submissões abertas Verificado Indexado Verificado Avaliado pelos pares

Artigos traduzidos

Verificado Submissões abertas Verificado Indexado Verificado Avaliado pelos pares

Varia

Apreciação de artigos que não pertencem ao dossiê temático com chamada em aberto

Verificado Submissões abertas Verificado Indexado Verificado Avaliado pelos pares
 

Processo de Avaliação pelos Pares

Os trabalhos submetidos a Tradução em Revista são direcionados à Comissão Editorial, que por sua vez, os encaminha a dois pareceristas integrantes do Conselho Editorial ou consultores "ad hoc", dependendo do tema do trabalho. Caso haja discrepância entre os pareceres, o trabalho será enviado a um terceiro avaliador.

Todos os pareceristas recebem os artigos via portal e a avaliação é feita às cegas a partir de critérios estabelecidos no formulário padrão. 

 
 
 
 

 

Periodicidade

Tradução em Revista possui periodicidade semestral.

 

Política de Acesso Livre

Este é um jornal de acesso aberto, o que significa que todo o conteúdo está livremente disponível sem encargos para o utilizador ou para a sua instituição. É permitido aos utilizadores ler, descarregar, copiar, distribuir, imprimir, pesquisar ou ligar aos textos completos dos artigos, ou utilizá-los para qualquer outro fim lícito, sem pedir autorização prévia à editora ou ao autor. Isto está de acordo com a definição BOAI de acesso aberto.

 

Arquivamento

Esta revista utiliza o sistema LOCKSS para criar um sistema de arquivo distribuído entre as bibliotecas participantes e permite às mesmas criar arquivos permanentes da revista para a preservação e restauração. Saiba mais...

 
 
 
 

 

Notícias e novidades

Temos o prazer de anunciar que a Tradução em Revista atingiu o conceito A4 na avaliação Capes de 2021-2024.

--------------------------------------------------------------

A Tradução em Revista aceita submissões em fluxo contínuo para os números atemáticos do periódico. No entanto, lembramos que o processo de avaliação pode demorar até seis meses.

 
 
 
 

 

Esclarecimentos sobre direitos autorais

Os autores e autoras que publicam no periódico Tradução em Revista concordam com os seguintes termos:

  • Os(as) autores(as) mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação. O trabalho também estará licenciado sob a licença https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/.
  • A licença Creative Commons CC BY 4.0 permite que outros remixem, adaptem e criem a partir do trabalho publicado para fins não comerciais, e embora os novos trabalhos tenham de atribuir o devido crédito e não possam ser usados para fins comerciais, os usuários não têm de licenciar esses trabalhos derivados sob os mesmos termos.
  • Os(as) autores(as) têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente para a distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (como, por exemplo, publicar em repositório institucional ou então no formato de capítulo de livro), desde que exista reconhecimento de autoria e publicação inicial na Tradução em Revista.
  • Os(as) autores(as) têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho on-line (como, por exemplo, em repositórios institucionais) após o processo editorial.
  • Os(as) autores(as) dos trabalhos aprovados autorizam a revista a ceder seu conteúdo para reprodução em indexadores de conteúdo, bibliotecas virtuais e similares.
  • Os(as) autores(as) assumem que os textos submetidos à publicação são de sua criação original, responsabilizando-se inteiramente por seu conteúdo em caso de eventual impugnação por parte de terceiros.
 

Creative Commons License

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.


O periódico Tradução em Revista está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional.

 
 
 
 

 

Esclarecimentos de conduta ética

A Tradução em Revisita utiliza as ferramentas de detecção de plágio adotadas pela PUC-Rio e listadas no endereço http://vrac.puc-rio.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=726&sid=23#conteudo_testesplagio.

Lembramos, também, que o processo de avaliação dos artigos submetidos é feito dentro do modelo duplo-cego, no qual as identidades dos autores e dos avaliadores são omitidas para preservar a integridade da avaliação.

 
 
 
 

 

Chamada para o próximo número: “Tradução, Negritude e Surdez: narrativas e epistemologias negras surdas entre mediação e circulação”

Tradução, Negritude e Surdez: narrativas e epistemologias negras surdas entre mediação e circulação

 

Jânderson Albino Coswosk (INES/POET-UFC)

Ricardo de Souza Janoario (INES)

Aline Cristine Xavier da Silva Castro (INES)

 

Os estudos sobre as experiências negras e as pesquisas no campo da surdez constituem áreas cada vez mais consolidadas nas Humanidades, especialmente no Brasil. No entanto, a intersecção entre negritude e surdez permanece ainda pouco explorada, marcada por lacunas analíticas, apagamentos históricos e por uma presença ainda limitada na produção acadêmica. Sujeitos negros surdos frequentemente se encontram em zonas de invisibilidade, situados entre campos de conhecimento que, em grande medida, tratam raça e surdez como categorias isoladas.

Nesse contexto, os Estudos da Tradução e da Interpretação oferecem um campo particularmente potente para compreender as formas pelas quais experiências negras surdas são mediadas, negociadas e produzidas em diferentes sistemas linguísticos, culturais e semióticos. Mais do que processos de transferência entre línguas, tradução e interpretação configuram práticas sociais situadas, atravessadas por relações de poder, regimes de visibilidade e disputas epistemológicas.

Ao considerar a tradução em sentido ampliado, que envolve práticas interlinguísticas, intermodais, inter e intrasemióticas, bem como práticas interpretativas, torna-se possível analisar como narrativas e produções culturais circulam entre línguas de sinais, línguas oralizadas, textos escritos, imagens, performances e mídias digitais. Nesse processo, intérpretes, tradutoras/es e demais agentes de mediação ocupam posições centrais, podendo tanto ampliar o acesso e a circulação, quanto reproduzir dinâmicas de apagamento, racialização e controle sobre corpos, vozes e saberes negros surdos.

Este dossiê tem como foco central pesquisas que tomem a tradução e a interpretação como objetos privilegiados de análise, investigando como essas práticas operam em contextos marcados pela intersecção entre negritude e surdez. Interessa-nos compreender como processos tradutórios e interpretativos participam da produção, circulação, mediação e transformação de narrativas, epistemologias e experiências negras surdas em contextos africanos e afro-diaspóricos.

Buscam-se contribuições que investiguem, entre outras possibilidades:

 

1) Tradução, interpretação e circulação de produções literárias, narrativas visuais, foto-fílmicas, plásticas ou performáticas de autoria negra surda e/ou ouvinte em diálogo com experiências negras surdas;

2) Mediações tradutórias e interpretativas de experiências estéticas, culturais e sociais de pessoas negras surdas, bem como de pessoas ouvintes que atuam nesses processos;

3) Tradução intersemiótica de produções culturais negras surdas (entre texto, imagem, corpo e performance);

4) Processos de recepção, difusão e tradução de obras literárias, teóricas ou artísticas produzidas por pessoas negras surdas e/ou mediadas por tradutores/as e intérpretes negros/as;

5) Tradução, interpretação e construção de arquivos, histórias e memórias de populações negras surdas;

6) Processos de racialização em práticas de tradução e interpretação em contextos culturais, artísticos ou educacionais relacionados à surdez;

7) Representações de sujeitos negros surdos mediadas por tradução e interpretação em textos literários, mídias, artes e discursos culturais;

8) Relações entre língua de sinais, tradução, identidade racial e pertencimento comunitário;

9) Variação linguística, documentação e tradução de línguas de sinais em comunidades negras;

10) Tradução e circulação de experiências literárias transnacionais e diaspóricas de pessoas negras surdas;

11) Metodologias de pesquisa colaborativas, comunitárias ou decoloniais que articulem tradução, interpretação e práticas artísticas com comunidades negras surdas.

12) Tradução e interpretação como práticas racializadas, com ênfase na atuação de tradutores/as e intérpretes negros/as (surdos/as ou ouvintes) nos processos de mediação e produção de sentidos.

Serão priorizados trabalhos que articulem explicitamente tradução, interpretação, raça e surdez como dimensões analíticas indissociáveis, contribuindo para o fortalecimento de um campo ainda em consolidação situado na interface entre os Estudos da Tradução, Estudos da Interpretação, Estudos Africanos e Afro-Diaspóricos e Estudos Surdos.

O dossiê acolherá textos em português, inglês, espanhol e francês nas seguintes modalidades:

  • artigos científicos;
  • ensaios teóricos;
  • entrevistas com artistas, pesquisadoras/es ou lideranças negras surdas ou ouvintes que possuem vínculo direto com comunidades negras surdas;
  • resenhas críticas de obras relevantes para o campo;
  • traduções;
  • análises de obras literárias, produções artísticas ou performances culturais relacionadas às experiências negras surdas.

Ao reunir pesquisas que abordem a intersecção entre tradução, interpretação, raça e surdez, este dossiê busca contribuir para a construção de uma agenda acadêmica que reconheça a centralidade das experiências negras surdas na produção de conhecimento, ampliando os campos em tela e aprofundando o debate sobre tradução, representação e circulação cultural nos regimes históricos de invisibilidade que atravessam raça, surdez e diferença.

Palavras-chave: Estudos da Tradução; Estudos da Interpretação; Negritude; Surdez.

 

Os trabalhos devem atender às diretrizes para autores e devem ser submetidos até o dia 31 de janeiro de 2027, pelo sistema eletrônico da revista, a partir do link http://www.periodicosmaxwell.vrac.puc-rio.br/index.php/TREV

Para outras informações, contatar jandersoncoswosk@gmail.com

 

***

 

Translation, Blackness, and Deafness: Black Deaf Narratives and Epistemologies in Mediation and Circulation

 

Jânderson Albino Coswosk (INES/POET-UFC)

Ricardo de Souza Janoario (INES)

Aline Cristine Xavier da Silva Castro (INES)

 

Over the past decades, scholarship on Black experiences and work in Deaf Studies have each become well-established fields within the Humanities, particularly in Brazil. Still, the intersection of Blackness and Deafness remains comparatively underexamined. It is marked by enduring analytical gaps, by forms of historical erasure, and by a limited presence within academic discourse. Black Deaf subjects are frequently rendered invisible, moving across fields of knowledge that continue to approach race and Deafness as separate, rather than co-constitutive, categories.

It is precisely here that Translation and Interpreting Studies offer a critical entry point. Rather than neutral mechanisms of transfer, translation and interpreting can be understood as situated practices through which meaning is negotiated, produced, and contested across linguistic, cultural, and semiotic domains. They are shaped by power relations, regimes of visibility, and ongoing epistemic struggles.

When approached in an expanded sense—encompassing interlingual, intermodal, and inter- and intrasemiotic processes alongside interpreting—translation allows us to trace how narratives and cultural forms travel across sign languages, spoken languages, written texts, images, performances, and digital media. In doing so, it also foregrounds the role of interpreters, translators, and other mediating agents, whose work can both open up conditions of access and circulation and, at the same time, reinscribe dynamics of erasure, racialization, and control over Black Deaf bodies, voices, and forms of knowledge.

This issue takes translation and interpreting as central objects of inquiry. It seeks to examine how these practices are configured within contexts shaped by the intersection of Blackness and Deafness, and how they participate in the production, circulation, and transformation of Black Deaf narratives, epistemologies, and lived experiences across African and Afro-diasporic settings.

We welcome contributions that engage, among other directions, with:

 

1) Translation, interpreting, and the circulation of literary, visual, filmic, plastic, or performative works by Black Deaf subjects and/or hearing individuals working in dialogue with Black Deaf experiences;

2) Translational and interpretive mediations of aesthetic, cultural, and social experiences of Black Deaf individuals, as well as of hearing subjects engaged in these processes;

3) Intersemiotic translation of Black Deaf cultural productions across text, image, body, and performance;

4) Processes through which literary, theoretical, or artistic works by Black Deaf individuals—and/or mediated by Black translators and interpreters—are received, circulated, and rearticulated;

5) The role of translation and interpreting in the making of archives, histories, and collective memories of Black Deaf communities;

6) Racialization as it operates within translation and interpreting practices in cultural, artistic, and educational contexts related to Deafness;

7) Representations of Black Deaf subjects as shaped through translation and interpreting across literature, media, and the arts;

8) The interplay between sign languages, translation, racial identity, and forms of community belonging;

9) Linguistic variation, documentation, and the translation of sign languages within Black communities;

10) The translation and circulation of transnational and diasporic literary experiences of Black Deaf individuals;

11) Collaborative, community-based, and decolonial methodologies that bring translation, interpreting, and artistic practices into sustained engagement with Black Deaf communities;

12) Translation and interpreting as racialized practices, with particular attention to the work of Black translators and interpreters—Deaf and hearing alike—in processes of mediation and meaning-making.

Submissions that take up translation, interpreting, race, and Deafness as mutually constitutive analytical dimensions will be given priority. In doing so, they contribute to the consolidation of a field that is still emerging at the intersection of Translation Studies, Interpreting Studies, African and Afro-Diasporic Studies, and Deaf Studies.

The issue welcomes submissions in Portuguese, English, Spanish, and French in the following formats:

  • research articles;
  • theoretical essays;
  • interviews with artists, scholars, or Black Deaf (or hearing) community leaders engaged in translation and interpreting practices and in work with Black Deaf communities;
  • critical reviews;
  • translations;
  • analyses of literary works, artistic productions, or cultural performances related to Black Deaf experiences.

By bringing together work at the intersection of translational and interpretive practices, race, and Deafness, this issue contributes to the shaping of a scholarly agenda that foregrounds Black Deaf experiences as central to knowledge production. At the same time, it seeks to expand these intersecting fields and to deepen ongoing debates on translation, representation, and cultural circulation within the historical regimes of invisibility that continue to structure race, Deafness, and difference.

Keywords: Translation Studies; Interpreting Studies; Blackness; Deafness.

 

Submissions must follow Tradução em Revista’s author guidelines and should be submitted by January 31, 2027, through the journal’s online system:
http://www.periodicosmaxwell.vrac.puc-rio.br/index.php/TREV

For further information, please contact: jandersoncoswosk@gmail.com

 

***

 

Traducción, Negritud y Sordera: narrativas y epistemologías de personas negras sordas entre mediación y circulación

 

Jânderson Albino Coswosk (INES/POET-UFC)

Ricardo de Souza Janoario (INES)

Aline Cristine Xavier da Silva Castro (INES)

 

Los estudios que abordan las experiencias de las personas negras y la investigación en el campo de la sordera constituyen estudios ya consolidados en las Humanidades, especialmente en Brasil. Sin embargo, el vínculo entre la negritud y la sordera sigue en gran medida inexplorado, destacado por omisiones analíticas, ocultamientos históricos y una presencia aún limitada en la producción académica. Las personas negras sordas se encuentran frecuentemente en zonas de invisibilidad, ubicadas entre campos del conocimiento que, significativamente, tratan la raza y la sordera como categorías aisladas.

En este contexto, los Estudios de Traducción e Interpretación ofrecen un campo particularmente capaz para comprender las formas en que las experiencias de las personas negras sordas se median, negocian y producen en diferentes sistemas lingüísticos, culturales y semióticos. Más allá de los procesos de transferencia entre lenguas, la traducción y la interpretación configuran prácticas sociales situadas, mediadas por relaciones de poder, regímenes de visibilidad y disputas epistemológicas.

Al considerar la traducción en un sentido más amplio, que abarca prácticas interlingüísticas, intermodales, intersemióticas e intrasemióticas, así como prácticas interpretativas, es posible analizar cómo circulan las narrativas y las producciones culturales entre lenguas de signos/señas, lenguas orales, textos escritos, imágenes, representaciones y medios digitales. En este proceso, intérpretes, traductores y otros agentes mediadores ocupan posiciones centrales, lo que permite ampliar el acceso y la circulación, y a la vez reproducir dinámicas de invisibilización, racialización y control sobre los cuerpos, las voces y el saber de las personas negras sordas.

Este dossier se centra en la investigación que considera la traducción y la interpretación como objetos de análisis privilegiados, investigando cómo operan estas prácticas en contextos marcados por la intersección entre la negritud y la sordera. Nos interesa comprender cómo los procesos de traducción e interpretación participan en la producción, circulación, mediación y transformación de las narrativas, epistemologías y experiencias de las personas negras sordas en contextos africanos y afrodiaspóricos.

Buscamos contribuciones que investiguen, entre otras posibilidades:

 

1) La traducción, interpretación y circulación de producciones literarias, narrativas visuales, fotofílmicas, plásticas o performativas creadas por personas negras sordas y/u oyentes en diálogo con las experiencias de la comunidad negra sorda;

2) La traducción e interpretación de experiencias estéticas, culturales y sociales de personas negras sordas, así como de personas oyentes que participan en estos procesos;

3) La traducción intersemiótica de producciones culturales negras sordas (entre texto, imagen, cuerpo y performance);

4) Los procesos de recepción, difusión y traducción de obras literarias, teóricas o artísticas producidas por personas negras sordas y/o mediadas por traductores e intérpretes negros;

5) La traducción, interpretación y construcción de archivos, historias y memorias de poblaciones negras sordas;

6) Los procesos de racialización en las prácticas de traducción e interpretación en contextos culturales, artísticos o educativos relacionados con la sordera;

7) Representaciones de personas negras sordas mediadas por la traducción y la interpretación en textos literarios, medios de comunicación, artes y discursos culturales;

8) Relaciones entre lengua de signos, traducción, identidad racial y pertenencia a la comunidad;

9) Variación lingüística, documentación y traducción de lenguas de signos en comunidades negras;

10) Traducción y circulación de experiencias literarias transnacionales y diaspóricas de personas negras sordas;

11) Metodologías de investigación colaborativas, comunitarias o decoloniales que articulan la traducción, la interpretación y las prácticas artísticas con las comunidades negras sordas;

12) La traducción y la interpretación como prácticas racializadas, con énfasis en el papel de los traductores e intérpretes negros (sordos u oyentes) en los procesos de mediación y producción de significado.

Se priorizarán los trabajos que articulen explícitamente la traducción, la interpretación, la raza y la sordera como dimensiones analíticas inseparables, contribuyendo así al fortalecimiento de un campo aún en consolidación, situado en la intersección de los Estudios de Traducción, los Estudios de Interpretación, los Estudios Africanos y Afrodiaspóricos y los Estudios de la Sordera.

El dossier aceptará textos en portugués, inglés, español y francés en los siguientes formatos:

• artículos científicos;

• ensayos teóricos;

• entrevistas con artistas, investigadores o líderes negros sordos u oyentes con vínculo directo con las comunidades negras sordas;

• reseñas críticas de obras relevantes para el campo;

• traducciones;

• análisis de obras literarias, producciones artísticas o representaciones culturales relacionadas con las experiencias de las personas negras sordas.

Al reunir investigaciones que abordan la intersección entre traducción, interpretación, raza y sordera, este dossier busca contribuir a la construcción de una agenda académica que reconozca la centralidad de las experiencias de las personas negras sordas en la producción de conocimiento.

Palabras clave: Estudios de Traducción; Estudios de Interpretación; Negritud; Sordera.

 

Los trabajos deberán ajustarse a las directrices para autores y enviarse hasta el 31 de enero de 2027 a través del sistema electrónico de la revista, disponible en:

http://www.periodicosmaxwell.vrac.puc-rio.br/index.php/TREV

Para más información, contactar a: jandersoncoswosk@gmail.com

 

***

 

Traduction, négritude et surdité : récits et épistémologies noires sourdes entre médiation et circulation

 

Jânderson Albino Coswosk (INES/POET-UFC)
Ricardo de Souza Janoario (INES)
Aline Cristine Xavier da Silva Castro (INES)

 

Les recherches sur les expériences noires et les travaux dans le champ de la surdité constituent aujourd’hui des domaines de plus en plus consolidés dans les sciences humaines, en particulier au Brésil. Toutefois, l’intersection entre négritude et surdité demeure encore peu explorée, marquée par des lacunes analytiques persistantes, des formes d’effacement historique et une présence encore limitée dans la production académique. Les sujets noirs sourds se trouvent fréquemment relégués dans des zones d’invisibilité, à la croisée de champs de savoir qui tendent, dans une large mesure, à traiter la race et la surdité comme des catégories distinctes.

Dans ce contexte, les études de la traduction et de l’interprétation offrent un cadre particulièrement fécond pour appréhender les formes selon lesquelles les expériences noires sourdes sont médiatisées, négociées et produites à travers différents systèmes linguistiques, culturels et sémiotiques. Loin de se réduire à de simples processus de transfert entre langues, la traduction et l’interprétation s’inscrivent comme des pratiques sociales situées, traversées par des rapports de pouvoir, des régimes de visibilité et des tensions épistémologiques.

En adoptant une conception élargie de la traduction, qui englobe des pratiques interlinguistiques, intermodales, inter- et intrasémiotiques, ainsi que des pratiques interprétatives, il devient possible d’analyser la circulation des récits et des productions culturelles entre langues des signes, langues orales, textes écrits, images, performances et médias numériques. Dans ces processus, les interprètes, traducteurs et autres agents de médiation occupent des positions centrales, pouvant à la fois élargir les conditions d’accès et de circulation et, dans le même temps, reproduire des dynamiques d’effacement, de racialisation et de contrôle des corps, des voix et des savoirs noirs sourds.

Ce dossier se donne pour objectif de rassembler des travaux qui prennent la traduction et l’interprétation comme objets d’analyse privilégiés, en examinant la manière dont ces pratiques s’inscrivent dans des contextes marqués par l’intersection entre négritude et surdité. Il s’agit notamment de comprendre comment les processus traductifs et interprétatifs participent à la production, à la circulation, à la médiation et à la transformation des récits, des épistémologies et des expériences noires sourdes dans des contextes africains et afro-diasporiques.

Les contributions pourront porter, entre autres, sur les axes suivants :

 

1) Traduction, interprétation et circulation de productions littéraires, narratives visuelles, filmiques, plastiques ou performatives d’auteurs noirs sourds et/ou entendants en dialogue avec des expériences noires sourdes ;

2) Médiations traductives et interprétatives des expériences esthétiques, culturelles et sociales de personnes noires sourdes, ainsi que de personnes entendantes impliquées dans ces processus ;

3) Traduction intersémiotique de productions culturelles noires sourdes (entre texte, image, corps et performance) ;

4) Processus de réception, de diffusion et de traduction d’œuvres littéraires, théoriques ou artistiques produites par des personnes noires sourdes et/ou médiatisées par des traducteurs et interprètes noirs ;

5) Traduction, interprétation et constitution d’archives, d’histoires et de mémoires de populations noires sourdes ;

6) Processus de racialisation dans les pratiques de traduction et d’interprétation dans des contextes culturels, artistiques ou éducatifs liés à la surdité ;

7) Représentations de sujets noirs sourds médiatisées par la traduction et l’interprétation dans les textes littéraires, les médias, les arts et les discours culturels ;

8) Relations entre langues des signes, traduction, identité raciale et appartenance communautaire ;

9) Variation linguistique, documentation et traduction des langues des signes dans des communautés noires ;

10) Traduction et circulation d’expériences littéraires transnationales et diasporiques de personnes noires sourdes ;

11) Méthodologies de recherche collaboratives, communautaires ou décoloniales articulant traduction, interprétation et pratiques artistiques avec des communautés noires sourdes ;

12) Traduction et interprétation en tant que pratiques racialisées, avec une attention particulière portée au rôle des traducteurs et interprètes noirs (sourds ou entendants) dans les processus de médiation et de production de sens.

Seront privilégiés les travaux qui articulent explicitement traduction, interprétation, race et surdité comme des dimensions analytiques indissociables, contribuant ainsi à la consolidation d’un champ encore en émergence, à l’intersection des études de la traduction, des études de l’interprétation, des études africaines et afro-diasporiques et des études sourdes.

Le dossier accueillera des contributions en portugais, anglais, espagnol et français sous les formes suivantes :

  • articles scientifiques ;
  • essais théoriques ;
  • entretiens avec des artistes, chercheurs ou leaders noirs sourds ou entendants en lien direct avec des communautés noires sourdes ;
  • comptes rendus critiques ;
  • traductions ;
  • analyses d’œuvres littéraires, de productions artistiques ou de performances culturelles liées aux expériences noires sourdes.

En réunissant des recherches portant sur l’intersection entre traduction, interprétation, race et surdité, ce dossier vise à contribuer à l’élaboration d’un agenda scientifique qui reconnaît la centralité des expériences noires sourdes dans la production de connaissances, tout en élargissant les champs concernés et en approfondissant les débats sur la traduction, la représentation et la circulation culturelle dans les régimes historiques d’invisibilité qui traversent la race, la surdité et la différence.

Mots-clés : études de la traduction ; études de l’interprétation ; négritude ; surdité

 

Les contributions doivent suivre les consignes aux auteurs de la revue et être soumises avant le 31 janvier 2027, via le système électronique :
http://www.periodicosmaxwell.vrac.puc-rio.br/index.php/TREV

Pour toute information complémentaire : jandersoncoswosk@gmail.com